21 de juny, 2007

Prestigiado alaudista português traz música barroca a Macau


Um dos mais prestigiados músicos de alaúde internacionais é português e veio a Macau para dar a conhecer a sonoridade celestial do instrumento.

Miguel Serdoura explicou o que podem os residentes esperar amanhã no seu recital, ao mesmo tempo que partilhou com o JTM as impressões que tem do território

Miguel Serdoura promete oferecer aos amantes de música clássica de Macau um encontro de uma hora com o alaúde e a sonoridade da idade barroca.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo será o palco onde o alaudista português radicado em França se vai estrear no território.

Na RAEM desde segunda-feira, chegado directamente de Chengdu, no Continente, o primeiro contacto do músico com a região traduziu-se em estranheza e alguns sentimentos contraditórios.

“O facto de ver a cultura portuguesa misturada com a chinesa é muito estranho”, frisou o músico ao JTM enquanto se preparava para iniciar um passeio pelo centro histórico.

“É giro, mas, ao mesmo tempo, estranho para quem acaba de chegar”, continuou.
Por sua vez, a estadia de sete dias na capital da província chinesa de Sichuan encantou Miguel Serdoura. Uma viagem que teve como origem um convite da Alliance Française de Chengdu para participar no Festival de Artes promovido pela embaixada de França na China Continental.

Vida dedicada ao alaúde


Miguel Serdoura nasceu em Lisboa e não gosta de revelar a idade. Foi na capital portuguesa que iniciou os seus estudos de música, com a guitarra clássica ao colo.

Em 1994, obteve o diploma do curso geral de guitarra, mas entretanto apaixonou-se pelo alaúde. Um ano depois, partiu para Paris para se dedicar ao estudo do instrumento com caixa em forma de pêra. O alaudista lisboeta foi admitido no Departamento de Música Antiga do Conservatório Superior de Paris, onde permaneceu três anos.

Entre 1999 e 2004, viveu na Suíça, onde foi discípulo de Hopkinson Smith, mestre do alaúde e reconhecido a nível internacional. Miguel Serdoura participou em diversos cursos de aperfeiçoamento com prestigiados artistas e colaborou, em 2000, num documentário televisivo sobre o alaúde e o seu mestre Hopkinson Smith.

Tem tocado recitais a solo em vários países europeus e nos Estados Unidos, tendo-se estreado este mês na China. Actualmente a viver em Paris, o músico ministra cursos de alaúde e prepara um projecto que será editado em CD em Outubro deste ano.


Font Journal Tribuna de Macau
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No és exacte però tambe aserena l'esperit...

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